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Blog dedicado a divulgação do Projeto História e Cinema, que discute o cinema como ferramenta pedagógica no trabalho com a disciplina História.

sábado, 7 de dezembro de 2013

A violência perto de nós

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Dando continuidade as discussões do tema Mídia, sociedade e violência urbana, chegamos na reta final do nosso programa para o biênio 2012-2013. Essa postagem resumirá os trabalhos com os dois últimos eixos, Violência e tráfico de drogas e Violência e Escola.

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Para o IV eixo Violência e tráfico de drogas, o meu objetivo era estabelecer uma relação direta com o que havíamos trabalhado no eixo anterior Violência e corrupção social. Aliás, essa foi uma constante desde o começo de 2012, pois a ideia dos subtemas foi nascendo a partir do que planejávamos para o anterior. Assim, ao pensarmos as atividades do I eixo Violência e desigualdade social, germinou a necessidade de chegarmos a uma reflexão sobre o sistema prisional, que foi o II eixo que discutimos. Assim, sucedeu-se com todos os outros subtemas.

Encerrados os dois primeiros eixos em 2012, tínhamos como missão discutirmos os três últimos em 2013. No primeiro semestre trabalhamos A violência e a corrupção social, em que focamos na relação entre a violência e a cultura de corrupção que alimentamos com os atos de corrupção praticados no cotidiano. Quem vem acompanhando o blog viu que a cada eixo trabalhado, postei um resumo dos eventos, bem como algumas das produções textuais dos alunos.

Todos os eixos foram trabalhados a partir de discussões em sala de aula, leitura de textos e da exibição de um longa-metragem que nos levava sempre a outras discussões, entre elas a própria construção imagética da e a partir da realidade. Ao longo do projeto fomos usando várias táticas de utilização do cinema em sala de aula. Nem sempre exibimos o filme inteiro, como por exemplo em Tropa de Elite 2 (Violência e corrupção social), onde selecionamos as cenas que exemplificavam o que havíamos estudado nos textos; Em Cidade de Deus (Violência e desigualdade social), procuramos discutir algo além da mera exemplificação, pois refletimos sobre a estética cinematográfica da violência, em contraponto ao uso do cinema documentário, como fizemos em O Prisioneiro da grade de ferro (Violência e sistema prisional). Aliás, foi uma estratégia usar tanto filmes de ficção baseados em fatos reais como documentários, pois pudemos avaliar o diferente impacto que esses gêneros tem nos alunos nas aulas de História.

No quarto eixo Violência e tráfico de drogas, exploramos o filme Notícias de uma guerra particular, dirigido por João Moreira Sales e Kátia Lund, já que a ideia era apresentar uma abrangência social maior em relação ao estereótipo do bandido. Queríamos discutir a violência atrelada ao uso de drogas ilícitas para, de certa forma, amarrarmos toda a discussão do tema Mídia, sociedade e violência urbana, pois no contexto do tráfico enxergamos a presença de todos os elementos que tratamos anteriormente.

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Faço menção aqui a importante participação durante os trabalhos desse eixo do nosso colega Valdir Estrela. Terminando o curso de Geografia, Valdir, ex-aluno do CEJA Joaquim Gomes Basílio, havia participado do Projeto História e Cinema ainda em sua fase embrionária, quando este, de maneira experimental, tinha como público-alvo os alunos do cursinho pré-vestibular que funcionava na escola. Agora como estagiário, Valdir capitaneou as discussões em sala de aula, explorando a questão urbana relacionada ao uso e distribuição das drogas, tanto no que se refere ao espaço quanto no aprofundamento das mazelas sociais a partir dessa reorganização espacial.

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Coube mais uma vez a professora Gorete Fonseca a tarefa de coordenar a produção textual com os alunos. A partir de uma rediscussão em sala de aula do que haviam visto no filme, e com base no que Valdir e eu apresentamos como ponto de inquietação do problema, os alunos escreveram as suas opiniões, que foram publicadas no mural expositor da escola e aqui no blog. Segue uma amostra dos textos:

A violência ainda está tomando conta das pessoas como no tráfico de drogas, tem crianças já com a intenção de quando crescer e seguir a vida do tráfico de drogas e também no tráfico de armas.

O documentário retrata o cotidiano dos traficantes e moradores de uma favela, entrevista pessoas ligadas diretamente ao tráfico de entorpecentes com moradores que vislumbram esta rotina de perto e policiais. Traça um paralelo entre as falas de moradores, dos traficantes e da polícia, colocando todos no mesmo patamar de envolvimento em uma guerra que não é uma “guerra civil”, mas uma “guerra particular”.

A polícia precisa ser corrupta e violenta , temos que manter os excluídos sob controle. Vivemos numa sociedade injusta e a polícia garante essa sociedade injusta.

Selma Raisa de Souza Cavalcante

Hoje estão morrendo muito jovens e pessoas inocentes, policiais, por conta da guerra contra o tráfico de drogas. Jovens e crianças entram no tráfico muito cedo, uns porque querem e outros por falta de oportunidade. Por isso morrem muito cedo, ou vão para a prisão cumprir medida socioeducativa, só que não resolve. Eles falam que quando saírem dos centros socioeducativos farão as mesmas coisas, ou seja, traficar, matar e roubar.

Policiais sobem o morro para matar traficantes e pessoas inocentes que moram ali, porque não têm outro lugar e são obrigados a viver no meio da guerra entre traficantes e policiais. O traficantes usam as mesmas armas, lutam de igual para igual com o mesmo poder de fogo. Alguns policiais são corruptos e recebem propina dos traficantes para livrá-los dos flagrantes, outros, fazem questão de matar, sentem orgulho. Os traficantes também matam policiais e até traficantes que traem o esquema existente na localidade. Essa é uma guerra difícil de ser exterminada.

Eliane Iziderio

As drogas

Com mecanismo de uma bruta ilusão

e não sentir o que é real.

O que é viver, o que é ser,

se já não sente se ser drogado

é ânsia de não ter querer.

Para que fugir

se os problemas sempre vão amanhecer com você.

E não tem fim.

Drogas, querer usar mais...

Drogas, há tanta coisa pra saber...

São tantos rumos pra tomar, são tantas provas pra vencer,

Mas como? Se você em uma seringa

procurar se esconder,

pra não enfrentar a covardia sempre vai te perturbar,

vai acabar com você.

Maria Zulenir dos Santos

O tráfico de drogas tem a finalidade de prejudicar as famílias, causando sofrimento e terror na sociedade.

É muito fácil entrar no mundo das drogas pelo fato de poder ganhar mais que os salários das fábricas e com mais facilidade.

O traficante tem o poder nas mãos como dinheiro e armamento de grande porte. Quanto as famílias dos morros, muitas vezes tem mais segurança com os traficantes do que com os policiais, pelo fato de dividirem o mesmo espaço.

O tráfico de drogas é um meio errado de se obter dinheiro e poder. É necessário que as autoridades competentes tomem providências, não deixando que pessoas inocentes paguem pelo erro dos traficantes. É necessário que a polícia saiba a quem abordar nas buscas aos bandidos.

Marcos Antônio Barreto

Bem, chegando ao final dos eventos, enfim o último eixo: Violência e escola. Queríamos desde o começo que as discussões fossem se aproximando de nossa maior preocupação, ou dizendo de outra forma, de nossa preocupação mais específica, nossos alunos, o ambiente escolar. Tudo o que discutimos tem como finalidade maior entendermos o mundo caótico e violento em que vivemos, para que possamos efetivamente transformá-lo. A questão é pensar e acreditar que o exterior pode começar a ser mudado a partir do interior das escolas, com uma formação mais humana de nossos alunos. No entanto, sabemos que a escola também é um espaço onde a violência se apresenta perigosamente. E um dos exemplos mais comuns de violência intramuros da escola atende pelo nome de Bullying.

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Sabemos que nossos alunos da EJA não vivem tão intensamente esse problema, que é mais típico das escolas onde a presença de adolescentes é maior, mas de maneira alguma podemos imaginar que não se pode enfrentar esse tipo de situação. Entretanto, entendi que essa discussão seria importante porque a maioria de nossos alunos são pais de família, que enfrentam potencialmente essa situação com seus filhos, e que poderíamos levantar questões importantes a partir dessa discussão.

Então, como culminância de nosso trabalho com o tema Mídia, Sociedade e Violência Urbana, convidamos a professora Maria de Fática Simão Lira, conselheira tutelar em Brejo Santo, com muita experiência no trabalho com esse problema nas escolas de nosso município, para ministrar uma palestra para nossos alunos.

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Conforme combinamos anteriormente, Fátima explanou sobre o conceito de Bullying, como ele se apresenta nas escolas, diferenciando o Bullying físico do psicológico, alertando a todos nós das consequências desse problema para as vítimas, nossos filhos, nossos alunos, nós mesmos.

Ao final da palestra, tivemos o imenso prazer de encerrarmos nossas exibições com o filme Bullying Extremo, do roteirista e diretor Wellen Araújo. O filme explora todas as questões levantadas por Fátima durante a palestra, e possui uma peculiaridade, teve como locação as dependências do CEJA.

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Em 2011, ao concluírem o curso E-jovem, Wellen e seus colegas de curso, tinham que montar um vídeo usando os recursos do programa de estavam estudando. Assim, tiveram a ideia de escrever um roteiro sobre algo que tivesse uma relação com a escola, algo que tivesse um valor pedagógico. Escolheram, assim, o tema Bullying. Então, com pouquíssimos recursos (basicamente uma câmara digital portátil) e enorme criatividade e senso de cinematografia, realizaram um trabalho excelente e de grande valor educativo, que aliás, já usei em outras escolas, sempre com uma receptividade maravilhosa por parte dos alunos e professores.

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Esse filme pode ser visto no youtube, ou aqui mesmo no blog:

Pessoal, obrigado pela leitura das postagens. Esse discussão não chegou ao final, com certeza, mas espero ter lançado alguma luz nessa reflexão. Dentro de minhas limitações pessoais, profissionais e circunstanciais, esforcei-me para realizar tudo a contendo. Se não consegui, espero que me perdoem. Agradeço a todos os profissionais que trabalharam nesse biênio. De coração, agradeço pelo empenho. Sabemos que podemos divergir em ideias, mas se focarmos no crescimento da escola e de nossos educandos, teremos êxito.

Agradeço especialmente ao núcleo gestor do CEJA Joaquim Gomes Basílio, escola que abrigou e deu todo o suporte necessário para que esse trabalho fosse realizado. Sempre entendendo a importância do projeto e dando atenção as solicitações, vocês cumpriram a missão de qualquer grupo dirigente: permitir e contribuir para o crescimento dos alunos, incentivando a participação dos professores e oferecendo a logística necessária para a efetivação do que foi planejado. A Maria do Carmo, Lourdes, Josmey, Leda E Maria Helena, meus sinceros agradecimentos.

E por último, obrigado aos alunos que nos acompanharam nesse trajeto. Com paciência, com graus de engajamento variável, é claro, em qualquer escola é assim, mas compreendendo a importância de se pensar as questões que propomos, eu espero que tenhamos contribuído para a formação de vocês. Valeu, pessoal, até a próxima!

Aguardo os comentários.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Corrupção e violência

 

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Em 2012 o Projeto História & Cinema iniciou o seu mais ambicioso trabalho até o momento: debater ao longo de dois anos o tema Mídia, Sociedade e Violência Urbana. Como o assunto é amplo e tínhamos também um lastro de tempo razoável para efetivá-lo, consideramos subdividi-lo em cinco eixos de discussão. Não quero ser repetitivo, pois quem vem acompanhando o blog sabe que em outras postagens eu já apresentei cada um deles, e claro, ao final de cada eixo, posto um resumo dos principais eventos. Bem, chegamos ao final de mais uma etapa. E o objetivo dessa postagem, evidentemente, é apresentar um pouco do que conseguimos desenvolver com os alunos sobre a relação entre a corrupção social, ou seja, a cultura de corrupção que permeia a sociedade brasileira e o aumento da violência.

Como aconteceu com os outros subtemas, iniciamos os trabalhos apresentando aos alunos a proposta do eixo, o que queríamos explorar, o filme que iríamos exibir e a participação deles nesse processo. Sobre a exibição do filme, propomos uma metodologia diferente nesta oportunidade. Mas, voltando ao início dos trabalhos, logo após a apresentação do tema, a professora Elita Cavalcante já deu inicio a sua exploração. Com base nos textos O Estado do mal-estar: corrupção e violência, de autoria de Flávia Schilling e Cafusa: carnaval, futebol, corrupção e violência, escrito por Luiz Flávio Gomes, a professora explorou um ponto essencial de nossa proposta: como cada um de nós contribui para o ambiente corrupto em que vivemos. A ideia era mostrar que os atos de corrupção, constroem a cultura de corrupção, e que esse ambiente em que a prática de atos corruptos é tão comum, cria-se uma rede de dependência entre os seus praticantes, que é claro, quando chega ao aparelhamento do Estado responsável pelo controle e repressão do crime, a sociedade passa a não ter mais a quem recorrer, o que se constitui numa chamada crise sistêmica, um caos social por assim dizer, em que, como numa bola de neve, caso não encontre um obstáculo pelo caminho, poderá destruir tudo. Quero ressaltar também o uso de um material que foi importante para o nosso projeto: um caderno pedagógico elaborado pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro chamado Cinema para Todos, edição Tropa de Elite 2. Esse material nos possibilitou uma nova gama de questões, inclusive interdisciplinares, que não havíamos pensado. Fica aqui o crédito aos elaboradores do material.

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É importante refletirmos sobre a corrupção na política partidária mais especificamente, seus tentáculos espalhados pelos órgãos de segurança pública, entre outras coisas. Fizemos isso, relacionando diretamente esses problemas com o aumento da violência, debatendo sobre como os desvios de verbas públicas contribuem para o aumento do desequilíbrio social e a impunidade que estimula o desencadear de novos atos contrários aos interesses públicos.

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Procuramos sempre, como também já mencionei aqui no blog, relacionar os eixos trabalhados com o que estamos discutindo no momento. Sendo assim, lembramos que a pobreza em si não gera violência (opinião mais comum entre os alunos), porém, a desigualdade social somada a falta de perspectiva social pode sim, contribuir para um estado de guerra hobbesiano. Aliado a essa questão, trabalhamos no segundo eixo o mal funcionamento do sistema prisional, que sabemos ser um mecanismo que, no Brasil, mas estimula a violência do que a coíbe. Vendo bem as duas situações, enxergamos a corrupção como mola-mestra da engrenagem, já que ela está na essência dos problemas que visualizamos nas duas primeiras discussões.

Não obstante, o nosso foco era outro: de que maneira nós todos contribuímos para que esse sistema corrupto funcione? Somos corruptos quando fazemos o quê? O nosso voto corrompido não gera um sistema político corrupto? Quem compra um cigarro de maconha não está fazendo funcionar o tráfico de drogas? Quando procuramos um político para nos livrar de uma multa de trânsito não estamos alimentando o seu poder sobre nós e sobre o sistema? Ou seja, “pequenos” atos de corrupção somados, não estão, conjuntamente, criando um país corrupto tanto ou mais que os atos daqueles corruptos de colarinho branco a quem geralmente nos dirigimos nas manifestações?

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No que se refere a exibição do filme, usamos dessa vez uma nova metodologia. Vou tentar resumir a estratégia adotada. Como era de conhecimento daqueles que acompanham o blog desde o começo do ano passado, escolhemos o filme Tropa de Elite 2 para ilustrar nossas discussões e dá mote para novos questionamentos. Claro, sempre procuramos fazer uma análise da obra em si, discutindo como esteticamente o conteúdo foi explorado pela película, e em que ela nos permite um uso reflexivo das problemáticas que apresenta. Bem, vamos a estratégia.

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Resolvemos dessa vez não exibir o filme por inteiro, pois a maioria dos alunos haviam assistido, e por coincidência, um canal aberto de TV o havia exibido duas semanas antes, o que tornou a obra muito conhecida dos discentes. Sendo assim, reuni-me com o professor Adriano, e assistimos novamente ao filme no nosso planejamento semanal, e fizemos uma seleção das cenas que iriam pontuar a discussão. Isso nos permitiu também, amarrar melhor o direcionamento do debate, o que no final, mostrou-se uma alternativa produtiva e instigante. Temíamos pela reação das turmas que estavam acostumadas a ver os filmes inteiros, mas felizmente eles entenderam a proposta e participaram efetivamente do debate. Àqueles que não tinham assistido ao filme inteiro, disponibilizamos o DVD com a obra”.

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A etapa seguinte foi a produção textual coordenada pela professora Gorete, que após correção das produções fez uma seleção das ideias mais interessantes para a postagem no blog. Aqui estão os três selecionados:

A corrupção é um tipo de comportamento que está presente em todos os setores da sociedade. Mas costuma ser mais frequente no meio político, quando pessoas eleitas para algum cargo público, prefeito, vereador ou deputado desviam verbas para outros fins.

Por causa da má administração do poder público a violência cresce cada vez mais no cotidiano das cidades brasileiras. A mídia influencia a violência através de reportagens e de jornais que só se preocupam com a audiência.

A corrupção dos policiais é um problema sério pois esses profissionais são pagos para manterem a paz e a ordem nas cidades mas infelizmente existem grupos de policiais que em vez de combater os traficantes de drogas, recebem propina para que as milícias continuem em nossa sociedade.

Uma forma de acabar com toda essa violência é se desde pequenas as crianças do nosso Brasil estudassem em escola que tivessem atividades educativas. Para quando crescerem chegarem a ocupar algum cargo público ou outro qualquer e ter consciência de que não é certo fazer parte de corrupção.

Terezinha Pedrosa Ferreira

Corrupção e violência urbana andam praticamente juntas, pois quando os políticos se vendem em troca de favores e dinheiro e não cumprem com seus deveres e esquecem para que eles foram eleitas, estão se corrompendo.

Assim também são alguns policiais que aceitam dinheiro de traficantes para deixá-los livres e assim dominarem o tráfico e até mesmo a vida das pessoas.

A mídia divulga esses fatos exageradamente e de forma a contribuir para que o aumento dessa corrupção aconteça pois ela só mostra algumas partes, nunca relatam o que realmente acontece só mostra que convêm.

A violência urbana está cada dia mais constante, não nos assustamos mais com a violência de tanto passar diariamente nos jornais e televisão.

Devemos evitar a corrupção em nossas famílias educando nossos filhos para uma vida honesta ensinando a eles o que é certo e o que é errado.

É nosso dever educar os filhos sempre com muito amor e respeito.

Ana Liduina Rodrigues Alves

A corrupção é um dos principais fatores mas não é o único gerador da violência e a mídia ajuda mais ainda propagar isso, pois fica às vezes defendendo o errado, no lugar de denunciar ou fazendo sensacionalismo do que está acontecendo de fato.

Policiais são corrompidos no lugar de dar exemplos recebem propina para deixar os traficantes livres por isso a violência só tem aumentado, quem deve acabar está é ajudando os políticos não todos mas a maioria sabe e deixam acontecer.

Uma das coisas que poderia ser feita para amenizar a violência é denunciar quando alguém está errado, os políticos deixarem de se beneficiar com o narcotráfico, impor leis mais severas para quem for pego recebendo propina, policiais mais capacitados, a mídia ajudando a acabar com isso e todos fazendo a sua parte.

Edjane da Silva Bezerra

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Agora em outubro estaremos desenvolvendo os trabalhos do quarto eixo: violência e tráfico de drogas, onde vamos discutir duas questões importantes: a relação entre o aumento da violência e a existência do chamado crime organizado e se a solução para esse problema seria a descriminalização do uso de entorpecentes. Os filmes exibidos serão Notícias de uma guerra particular e Quebrando o Tabu.

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Agradeço a contribuição de todos! Até a próxima. Veja aqui o trailer o filme Notícias de uma guerra particular:

 

 

Aguardo os comentários.

domingo, 16 de junho de 2013

Planejando com Cinema – As greves do ABC

 

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Dando continuidade a programação de 2013 do projeto Planejando com cinema, trabalhamos nesse segundo bimestre o tema Movimento Sindical: ditadura e greves no ABC paulista. Como frisei na postagem anterior, os dois primeiros temas desse ano, apesar de distantes aparentemente, já antecipam as discussões do segundo semestre: golpe militar de 64, suas consequências e legado na história brasileira. O objetivo primordial, como irei explorar em uma próxima postagem será preparar um material de apoio e planos de ação para discutirmos com os alunos em 2014 o tema 50 anos do golpe. Bem, voltando para o movimento sindical. Assim como aconteceu com o tema Tropicalismo, felizmente cumprimos todas as etapas planejadas, e, mais importante, aprofundamo-nos no assunto e, como efeito disso, levaremos à sala de aula esse resultado.

Quem está acompanhando o blog já sabe que a partir do tema proposto para o debate, fazemos a escolha de um filme para ser objeto de discussão, que visa atender a três objetivos específicos: servir de mote para um debate sobre o tema, permitir que façamos uma discussão de como a história foi reescrita e explorada no formato audiovisual e por último, a elaboração de um método de trabalho utilizando o próprio filme em sala de aula. A partir daí, seguimos um planejamento padrão que segue com encontros visando a discussão dos textos de apoio sobre o objeto de estudo e finalizamos com a elaboração de uma plano de ação para usarmos em sala de aula, e claro, disponibilizarmos para os demais professores que se interessem pelo trabalho. Vamos então para o resumo das atividades desse segundo bimestre de 2013.

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Dia 16 de maio: exibição do filme e debate. O filme que escolhemos foi o documentário Peões, dirigido por Eduardo Coutinho e lançado em 2002, que explora o papel das pessoas menos conhecidas que participaram das greves do ABC paulista no final da década de 70. Após assistirmos ao filme, começamos a discussão dos tópicos que fomos anotando durante a exibição. Em resumo, destacamos a preocupação de Coutinho com a construção narrativa do filme, procurando contextualizar o espectador com a factualidaCapa do DVDde, colocando intertítulos e exibindo, inclusive, trechos de outros documentários como Linha de Montagem e o ABC da greve (que aliás, comprometemo-nos em assistir posteriormente). Outro ponto que notamos é a importância que os entrevistados (na maioria nordestinos) perceberam em ter participado do movimento para o seu crescimento como cidadãos, orgulhando-se de terem lutado por seus direitos, por mais que em alguns casos tenha havido um prejuízo imediato. É como se eles tivessem desenvolvido uma consciência política naquele momento. Entre outros temas que discutimos (não vou explorar todos aqui) fechamos o debate com aquele que consideramos o eixo das falas: o papel de Lula nas greves. Como era época de campanha presidencial, era inevitável que os entrevistados fizessem uma menção constante a ele, e apesar do objetivo de Coutinho fosse ouvir as pessoas que depois daquela época não continuaram conhecidas do grande público, perceber como a atuação de Lula ficou gravada na mente deles foi uma demonstração de como o cinema é um veículo extraordinário para a história oral.

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Dia 23 de maio: debate dos textos de apoio. Os textos que escolhemos para o aprofundamento foram Piquetes pioneiros, de Marco Aurélio Santana; Uma análise da marca linguística greve no documentário Peões, de Eduardo Coutinho, escrito por Lorena Caminhas e Marta Regina Maia; ABC da greve, de Leon Hirszman: a escrita da história em confronto, de Reinaldo Cardenuto; Da narrativa à identidade: as representações das greves no ABC paulista e os depoimentos contidos no documentário Peões, de Eduardo Coutinho, de autoria de Rafael Rosa Hagemeyer e Alexandre Pedro de Medeiros; e por fim o texto de Marco Antônio Pereira do Vale Análise de Peões: a construção de um olhar cinematográfico sobre a memória operária do ABC paulista.

Não irei aqui me alongar no detalhamento das discussões, nem mesmo na reprodução dos aspectos principais abordados pelos autores, posto que não pretendo dar a essa postagem um caráter de fichamento. Não obstante, fica a sugestão dessas leituras para quem tem interesse pelo tema. O que quero ressaltar é que as discussões foram mais uma vez construtivas e acabaram girando em torno da importância de se perceber o movimento dentro de um contexto maior, o do estado de ditadura e mais especificamente o da abertura política. Outro ponto bastante debatido foi o do nascimento de uma consciência de classe entre os metalúrgicos que acabou desencadeando o surgimento de uma série de atores políticos de grande relevância e é claro, de instituições que desempenharam papéis fundamentais na redemocratização do estado brasileiro, como a CUT e o PT.

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Dia 03 de junho: Exibição do filme ABC da greve, dirigido por Leon Hirszman. Ficou combinado entre os professores que este segundo filme seria assistido individualmente, já que faltariam datas para o cumprimento de todo o cronograma antes das férias, posto que que intercalamos esses debates com outras atividades. A data a que me refiro foi o dia em que eu assisti ao documentário durante o horário do planejamento individual na escola. E o que destaco aqui são as minhas opiniões sobre a obra:

Pessoalmente, considero ABC da greve, tão importante, enquanto documento histórico, quanto Cabra Marcado para Morrer, dirigido por Eduardo Coutinho. Filmes que dizem mais do que qualquer texto (sei que ele também é um texto) sobre o que foram aquelas greves num contexto mais político, sem deixar de ser, é claro, pessoal. E como recorte, didaticamente relevante para o uso a posteriori por quem se dedica a estudar o tema. Seu uso em sala de aula, além de ser de grande relevância, permite ao professor e ao aluno ter contato não só com uma representação do fato, mas também com um documento a ser problematizado.

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É importante ressaltar também que as imagens foram captadas inicialmente como ação paralela a filmagem do longa Eles não usam black-tie, também dirigido por Leon Hirszman, e que merece ser assistido e utilizado em sala de aula. Inclusive seu uso como contraponto ao ABC da greve contribuiria muito para um debate com os alunos sobre a representação do mesmo fato sob a perspectiva de uma obra de ficção (baseada em um contexto real) e o documentário, que traz a tona a participação dos agentes históricos em seu momento de ação. Conceitos como verdade, documento, representação, etc., poderiam ser bem discutidos nesse caso.

Bem, resumindo aquilo que poderia ser discutido em sala de aula, pensando no ABC da greve como complemento dos debates iniciados com Peões, de Eduardo Coutinho, é importante lembrar que o ABC da greve nos possibilita ver mais cenas reais dos fatos, destacando os discursos das lideranças grevistas. O filme mostra também a relação que havia entre a classe patronal e a ditadura militar, quando por exemplo, acontece a intervenção no sindicato dos metalúrgicos, e assim como no caso de Peões, a película nos dá a oportunidade de refletir sobre o início da trajetória de Luís Inácio Lula da Silva. Outro ponto relevante é perceber como a Igreja Católica agiu em favor dos trabalhadores, cedendo espaço nas igrejas e se posicionando favoravelmente a causa dos operários.

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É fundamental que o aluno perceba, e o filme contribui muito para isso, que as greves não podem ser entendidas apenas como resultado da indignação com a descoberta da manipulação dos índices oficiais de inflação que serviam para correção salarial, levando os trabalhadores a uma perda sistemática do valor real de sua remuneração. Apesar de que o estopim para os eventos ter sido inegavelmente esse, as péssimas condições de vida, a favelização do trabalhador (que o filme mostra de maneira bem contundente), gerando a exacerbação de toda uma conjuntura de desigualdade social e coisificação do ser humano, agiram também para que o movimento tivesse a força que teve. A própria formação das favelas diz muito sobre a falta de preocupação com o trabalhador homem (não homem-máquina). O diretor cita que em 1964 na região do ABC havia 6 favelas. Em 1979 (época das paralisações) esse número havia aumentado para 155. Preocupação do poder público com a estruturação dessas famílias no contexto urbano? Bem, já a classe patronal foi ressarcida (com dinheiro público) pelos dias em que não houve produção devido às greves. Isso diz muito sobre o Brasil, e constitui-se numa oportunidade ímpar para uma discussão em torno da função do Estado brasileiro historicamente falando.

Dia 06 de junho: Montagem do plano de ação. Bem, tomamos por base o plano de aula postado no Portal do Professor do Ministério da Educação e escrito por Leonardo Souza de Araújo Miranda e tendo como coautora Ligia Beatriz de Paula Germano. De uma maneira geral, mantivemos os documentos sugeridos pelos autores, mas acrescentamos outros e mudamos principalmente as duas últimas etapas do processo. Em resumo, estruturamos o plano da seguinte maneira:

Primeira Etapa:  Contextualização. Estudo da Ditadura Militar no Brasil com foco maior na transição do governo Geisel ao presidente Figueiredo, especialmente a proposta de abertura “lenta e gradual”. Nessa etapa não haveria mudança de foco do conteúdo curricular previsto no plano de curso da disciplina História, pois o trabalho seria desenvolvido nas salas do 9º ano e do 3° ano do Ensino Médio, em que no segundo semestre, esses assuntos já são debatidos.

Segunda Etapa:  Estudo iconográfico do contexto histórico através de charges publicadas naquele período, contemplando também o uso de músicas que abordassem o contexto e o discurso de oposição ao regime ditatorial, como o Bêbado e o Equilibrista, de João Bosco e Aldir Blanc. Serão apresentados também (como sugestão do plano de curso de Leonardo Sousa) dois panfletos de convocação para reuniões onde seriam discutidas campanhas de reinvindicação de aumento salarial para que os alunos analisem a linguagem e as relações entre patrões e empregados.

Terceira Etapa:  Nesse último momento, os alunos serão divididos em quatro grupos e cada um dos grupos receberá um filme que direta ou indiretamente vai está relacionado a Luís Inácio Lula da Silva, o líder do movimento e que, a posteriori, irá catalisar em torno de si tudo o que politicamente o país apresentou como resultado simbólico e político dos movimentos grevistas. Os filmes são Peões, O ABC da greve, Entreatos e Lula, o filho do Brasil. Montaremos um seminário temático em que cada equipe irá apresentar a sua recepção crítica da obra cinematográfica e exibirá trechos para a turma que exemplificam a compreensão que eles tiveram do personagem histórico Lula de acordo com o filme que viram. Certamente, devido ao caráter específico de cada filme, em termos de narrativa e até mesmo de gênero, poderemos discutir também as várias construções que o cinema pode apresentar em torno do mesmo fato ou do mesmo personagem.

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Bem, agradeço a leitura. Aguardo sugestões. E até a próxima postagem, onde exporei as ações do III eixo de discussão do tema Mídia, Sociedade e Violência Urbana, que estamos trabalhando dentro do projeto História e Cinema no CEJA Joaquim Gomes Basílio. Dessa vez o foco é a relação entre a violência e a corrupção na sociedade. Até lá!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Planejando com cinema – Tropicália

 

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Colegas leitores do blog CineHistória, obrigado mais uma vez pela visita. Como foi comentado em uma postagem anterior, demos início no segundo semestre de 2012 a mais uma atividade pedagógica envolvendo cinema e ensino de História. Dessa vez o direcionamento voltou-se para a formação docente, e chamamos nossos encontros de Planejando com cinema. Nesses colóquios mensais discutimos como utilizar filmes nas aulas de História, mas não é só isso, a película também serve como ponto de partida para um aprofundamento dos professores no tema abordado por ela, já que esses momentos coincidem com o horário de estudo coletivo da área de ciências humanos do CEJA Joaquim Gomes Basílio, no munícipio de Brejo Santo, interior do Ceará.

No ano passado os temas escolhidos para debate foram O processo de descolonização dos países africanos no pós II Guerra, onde exibimos e discutimos o filme A Batalha de Argel; A criação do Estado de Israel, cujo filme escolhido foi o documentário O nascimento de Israel, e finalizamos 2012 fazendo uma discussão sobre a atual guerra no Iraque a partir do documentário Por trás do 11 de Setembro. Em 2013 discutiremos também três temas, no entanto, dedicaremos mais tempo para cada um deles: movimento tropicalista e sindicalismo operário no ABC paulista no primeiro semestre; e no segundo semestre, mergulharemos de cabeça no estudo do golpe militar de 64, já que no próximo ano completaremos cinco décadas do evento e certamente será bem explorado na mídia, o que estimulará um debate com os alunos. Esse tema será o foco do projeto História e Cinema no próximo ano letivo.

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Bem, estamos chegando ao final das atividades do primeiro tema de 2013: Tropicalismo. Assim, farei um resumo das atividades que desenvolvemos em torno desse assunto, já agradecendo de antemão o interesse dos colegas e da gestão do CEJA Joaquim Gomes Basílio, por acima de tudo, entender a importância de se dar espaço para esse tipo de temática, assim como o uso das novas mídias na educação, algo muito discutido, não obstante, pouco efetivado.

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21/02 => Planejamento das atividades. Nesse momento, estabelecemos nossos objetivos com o tema, o que sabíamos, o que queríamos aprender, escolhemos o filme a ser exibido no próximo encontro e nos comprometemos a fazer as leitura dos textos selecionados para o estudo (em casa ou no horário de estudo individual na escola). O que nos chamou a atenção nesse primeiro momento foi que esse tema é importante, já que o espaço destinado ao assunto no livro didático é mínimo, o que muitas vezes nos impossibilita de trabalharmos mais a fundo a tropicália com os alunos, além do fato de isso muitas vezes (implicitamente) sugerir que se trata de algo de menor relevância, o que não é o caso. Às vezes, esse assunto é relegado ao final do capítulo nos livros didáticos, a título de apêndice, no chamado material complementar. E como sabemos, na maioria das vezes a carga-horária não nos permite aproveitar adequadamente esse material. Então, no final, ficou a ideia de escolhermos nos próximos anos temas que justamente nos permitam a produção de algo que acrescente conhecimento a nós professores em assuntos que não nos achamos suficientemente habilitados.

14/03 => Exibição do filme Tropicália, do diretor Marcelo Machado. Bem, a recepção estética da obra foi a melhor possível. Todos nós expressamos nossa opinião positivamente sobre o filme e achamos que ele atendeu bem as nossas expectativas. Ficou bem claro que um dos elementos fundamentais na tropicália é que tratou-se de um movimento artístico que estabeleceu um diálogo com outras artes e mídias. Inclusive este talvez tenha sido o último movimento cultural brasileiro que possa ser visto por essa óptica. Ficou marcado para o próximo encontro o debate dos textos. Encerramos nossas opiniões e nos comprometemos a ouvir os principais discos do movimento: Tropicália ou Panis et Circenses, os primeiros de Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil e dos Mutantes.

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04/04 => Esse encontro foi dedicado ao debate dos textos de apoio que tínhamos selecionado a priori. São eles: A tropicália: cultura e política nos anos 60, de Cláudio N P Coelho, que aborda o aspecto político do movimento no que se refere ao embate entre o movimento de esquerda radical que lutava contra a ditadura e “exigia” uma postura mais engajada dos tropicalistas e o ideário de revolução “pela arte”, defendida pelos artífices do movimento, a saber, Caetano Veloso e Gilberto Gil. O autor, no entanto, aproxima as ideologias e ressalta que o diferencial estava na abordagem da crítica e nos métodos de ação. Outro texto que discutimos foi a publicação no site oficial do tropicalismo (www.tropicalia.com.br) de um resumo histórico dos principais eventos e personagens da tropicália. Além disso, lemos alguns textos do material didático da escola sobre o assunto. Mais um momento proveitoso.

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25/04 => Nesse último encontro sobre o Tropicalismo, procuramos focar naquilo que chamamos de resultado prático de nossas atividades: a produção de um plano de ação para desenvolvermos com os alunos. É fundamental lembrarmos que existe uma obrigatoriedade de se trabalhar música na escola, trata-se da lei 11.769, de agosto de 2008, que modificando o texto inicial do projeto de lei que criava uma disciplina específica, estabeleceu que a música tem que ser apresentada como componente obrigatório nas aulas de Arte e Educação. Assim, esse tema nos permite também explorar essa questão, num trabalho interdisciplinar. Aliás, esse foi um ponto que destacamos no nosso debate de elaboração do plano de ação. Farei aqui um resumo do que propomos.

No planejamento que fizemos (e que executaremos já no segundo semestre deste ano), dividiremos a sala de aula em equipes e destinaremos a cada equipe um aspecto a ser abordado do tema Tropicália. No entanto, antes disso montaremos uma equipe de trabalho com o corpo docente. Em que cada professor envolvido abordará em suas aulas (Artes, Português e História) a contextualização necessária para ambientarmos o aluno no tema, como A semana de arte moderna de 22 (professor de Artes), e Golpe Militar de 64 e contexto geral da didatura (professor de História). Após esse momento, cada equipe pesquisará a demanda oferecida, como os principais discos do movimento; a tropicália como evento cultural e político; a questão estética e a influência do tropicalismo na música brasileira contemporânea, etc. Após essa etapa de pesquisa e debates, montaremos seminários temáticos, onde cada equipe, de maneira dinâmica (variação de métodos de apresentação) explanarão o resultado do seu trabalho, suas descobertas. A ideia é que possamos apresentar o máximo possível de conteúdo cultural nesses eventos, permitindo aos estudantes um contado maior com a música, a capa dos discos, os filmes, etc. E por falar nisso, antes da apresentação das equipes, organizaremos uma sessão de exibição do documentário Tropicália, que nos deu mote para o planejamento das atividades.

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Bem, numa postagem futura, e para não se alongar demais, farei um apanhado dessas atividades, explicando em mais detalhes como organizamos os eventos e algumas opiniões dos nossos alunos sobre a participação no projeto. Agradeço a leitura e espero os comentários. Até a próxima!