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Blog dedicado a divulgação do Projeto História e Cinema, que discute o cinema como ferramenta pedagógica no trabalho com a disciplina História.

domingo, 22 de abril de 2012

10 anos do CEJA e 10 000 acessos ao blog

CEJA Joaquim Gomes Basílio – 10 anos oportunizando o saber

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Essa é uma postagem de agradecimento. Obrigado a todas as pessoas que até o presente momento acessaram o nosso blog. Em especial aqueles que dedicaram alguma parte de seu precioso tempo para a leitura atenta dos textos aqui postados. Aqueles que se dispuseram a deixar um comentário, uma sugestão, uma crítica; continuem a fazê-lo, pois precisamos desse estímulo.

Bem, completamos 10 000 acessos a nossa página. No universo da internet, sabemos ser pouco relevante, mas foi uma primeira etapa que cumprimos. Novos alunos estão se engajando nos trabalhos a partir deste ano, outros professores vem se somar a nossa equipe. Com isso a repercussão de nossas atividades vem aumentando e com certeza o blog do CineHistória atrairá mais leitores. Pois bem, por coincidência o CEJA Joaquim Gomes Basílio, uma das escolas em que sediamos as atividades do projeto História e Cinema está completando 10 anos de funcionamento como centro de educação de jovens de adultos. De uma maneira geral, a escola já funciona há mais de quatro décadas, no entanto a partir de 2002 passou a funcionar apenas com a modalidade de jovens e adultos, atendendo a demanda que a região apresenta para essa metodologia de ensino.

Desde 2009, desenvolvemos o projeto História & Cinema nessa Escola, e contamos com o apoio irrestrito de todo o núcleo gestor e demais funcionários. Assim, em forma de agradecimento, prestamos essa singela homenagem ao CEJA, abrindo espaço aqui no blog para contar um pouco da história da instituição e da importância que ela ocupa no universo educacional de Brejo Santo.

Uma pequena história do CEJA de Brejo Santo

A Escola Joaquim Gomes Basílio foi construída em 1966, em terreno doado pela prefeitura, na administração do Sr. Juarez Leite Sampaio, para o Governo do Estado do Ceará, representado na época pelo Sr. Virgílio Távora. A verba para a construção veio do Projeto Aliança para o Progresso, mantida pelos Estados Unidos da América, por isso a planta inicial foi projetada e edificada com a parceria de engenheiros estadunidenses e brasileiros. O terreno era alagadiço, com área de 1.405 metros quadrados. A construção, com área de 736 metros quadrados, foi adaptada ao terreno e nunca apresentou problema na estrutura. Contava com cinco salas de aula, cinco banheiros masculinos, cinco banheiros femininos, um pavilhão coberto, uma diretoria e uma secretaria.

ceja DSC01568 A escola foi inaugurada em 1967, com o nome de Escola Joaquim Gomes Basílio, oferecendo ensino primário (1ª a 4ª série), de acordo com a legislação vigente, com um número de 150 alunos aproximadamente. Com o passar dos anos, a escola passou a oferecer o Ensino Fundamental completo. O nome "Joaquim Gomes Basílio" é uma homenagem ao professor e político da cidade conhecido como Quinzô, que tinha uma inteligência admirável. Dominava integralmente o latim, o francês e o inglês e era brilhante em muitas disciplinas do currículo escolar.  Quinzô estudou no seminário de Fortaleza, depois voltou a Brejo Santo onde foi Prefeito Municipal de 1914 a 1916.

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A Escola foi dirigida inicialmente por Maria Marli Medeiros Gonçalves (1967 a 1989); por Maria Inês Landim (1990 a 1995) e por Maria do Carmo Pinheiro Sampaio Leite (1996 a 2001). Em 2001 a Escola Joaquim Gomes Basílio passou a ser Centro de Educação de Jovens e Adultos - CEJA Joaquim Gomes Basílio, dirigido por Antônio Laurentino Feitosa de 2001 a 2004. É importante ressaltar que os trabalhos como CEJA só iniciaram realmente em 2002. Entre os anos 2005 e 2008, a escola teve como diretora geral Maria de Fátima Lucena de Moura. Desde 2009 está de volta à direção Maria do Carmo Pinheiro Sampaio Leite, que também havia sido coordenadora pedagógica na gestão de Maria de Fátima Lucena de Moura. Atualmente o núcleo gestor é composto também por Maria Socorro Alves Patrício Moura e Francisco Josmey Miranda (coordenadores escolares) e Lourdes Rodrigues Santana de Oliveira (secretária).

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O CEJA atende nos três turnos. Conta com um espaço físico de nove salas de aula, uma quadra coberta, um pavilhão coberto, uma cantina ampliada, uma sala de multimeios, quatro salas para setor administrativo e pedagógico, banheiros masculino e feminino, banheiro para funcionários, um almoxarifado, dois laboratórios de informática, jardim e estacionamento fechado. Atende na modalidade de Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental e Médio, regime presencial, em que as aulas são regulares, e semi-presencial; neste caso o aluno estuda em casa e frequenta a escola para tirar dúvidas com os professores e serem avaliados.

DSC01555 DSC01559 DSC01560 DSC01556 Entendendo o semi-presencial

A modalidade semi-presencial é um sistema de ensino implantado no CEJA Joaquim Gomes Basílio desde 2002 e que vem proporcionando a jovens e adultos uma aprendizagem baseada na proposta do construtivismo, uma vez que o aluno aprende a partir da descoberta, da análise, da reflexão.

Os módulos são trabalhados da seguinte forma: fazendo uma comparação, no ensino presencial a aprendizagem se dá através de leituras em sala de aula sobre diversos conteúdos que estão incluídos nas competências e habilidades desenvolvidas durante todo o período letivo. Os professores acompanham os estudos, instigando os educandos a buscar respostas, a descobrir e construir o conhecimento. Já a modalidade semi-presencial é apresenta, em sua proposta, com estratégias diferenciadas. O discente ao fazer matrícula recebe orientação dos professores sobre o método de estudo, que possibilita ao aprendiz maior liberdade, já que é ele o condutor do seu estudo, escolhendo o tempo e o espaço para estudar: casa ou escola. O educando comparece à escola para ser avaliado ou para receber novas orientações de estudo, caso precise.

Além dos alunos regularmente matriculados nesta instituição de ensino, o CEJA também presta um relevante papel no sentido de atender aos alunos de outras escolas que estão cursando disciplinas em que não passaram por média nessas instituições no ano anterior. É o que a legislação chama de progressão parcial. Esses alunos, que, tendo ficado reprovados em até quatro disciplinas nas escolas em que estão regularmente matriculados, podem optar por matricular-se normalmente na série seguinte e cursar essas disciplinas no CEJA, dessa forma podendo prosseguir seus estudos sem que fiquem fora da faixa etária adequada.

O CEJA é uma instituição de ensino que oferece aos jovens e adultos, que muitas vezes são impossibilitados de concluir os estudos por diversos motivos ou fatores, oportunidades de demonstrar que são capazes de fazer suas histórias, de participarem como seres ativos da construção de um novo mundo.

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O Cursinho do CEJA

Em fevereiro de 2005, o CEJA Joaquim Gomes de Basílio, valendo das prerrogativas que a sua legislação específica permite, fincou a pedra fundamental de uma importante contribuição para o meio educacional de Brejo Santo: a Revisão de Estudos. Essa modalidade visa proporcionar aos egressos do Ensino Médio uma oportunidade suplementar para aprimorar sua educação curricular, e em especial, o conteúdo preparatório para o vestibular.

Conhecida pela sociedade brejossantense e circunvizinhanças como cursinho do CEJA, essa modalidade acabou proporcionando a escola uma relevante visibilidade no meio educacional e legou ao alunado uma perspectiva positiva no que se refere a sua entrada na universidade. Pessoas das mais diferentes idades retomaram seus estudos e muitas delas conseguiram a aprovação no vestibular.

Os números apresentam uma boa idéia da dimensão do sucesso da empreitada. Centenas de alunos freqüentaram as aulas, e desses, cerca de 200 obtiveram aprovação, e em alguns casos, para cursos concorridos de universidades públicas estaduais e federais. No entanto, o mais importante foi oferecer à comunidade escolar a chance de inserir-se novamente no ambiente educativo/institucional, sentir-se partícipe da produção intelectual do conhecimento e a elevação da auto-estima de uma parcela da sociedade que não pode viver à margem do ensino regular, seja em que nível ou modalidade o aluno se encontre.

O esforço somado de todos, professores, secretárias, núcleo gestor e demais funcionários foi essencial para o sucesso da missão, mas o CEJA faz um agradecimento especial a você estudante, que confiou no nosso trabalho, depositou esperança na nossa equipe e com esforço próprio, atingiu seus objetivos.

A melhor escola deve ser aquela em que estudamos. Felizmente, só depende de nós.

Entrevista com a Diretora Maria do Carmo:

DSC015531. Sempre foi uma curiosidade minha, e acho que do público em geral, saber como se efetivou a transição do Joaquim Gomes Basílio de escola regular para Centro de Educação de Jovens e Adultos. Como se deu exatamente esse processo? Pois como sabemos você fazia parte do núcleo gestor quando a mudança estava sendo articulada.

A escola de ensino fundamental Joaquim Gomes Basílio foi fundada em 2001. Como o processo de municipalização do ensino teve a sua missão extinta, dando-se início a uma luta para a transformação de instituição de ensino regular para Centro de Educação de Jovens e Adultos.

Conscientizada a comunidade escolar foi iniciado o projeto de transformação que ao ser aprovado, após inúmeras solicitações e concluindo os trâmites legais foi implantado o CEJA, preservando o mesmo nome Joaquim Gomes Basílio.

2. Você se colocou a favor ou contra a alteração e por quê?

Eu acredito sempre que mudanças e inovações no processo de educação são sempre bem vindas. E neste caso a implantação do CEJA no município de Brejo Santo somente trouxe a inclusão no processo educacional e vislumbrou uma perspectiva de projeção nunca vista no município de Brejo Santo. Por perceber todas essas circunstâncias eu sempre fui a favor.

3. É possível, ainda com menos de uma década de funcionamento, percebermos os frutos de um Centro de Educação de Jovens e Adultos na nossa cidade? Em outras palavras, qual a importância do CEJA para Brejo Santo?

É possível sim percebemos a importância dos frutos desse centro, haja vista o número de concludentes do ensino fundamental e médio, além da aprovação significativa nos vestibulares da região do cariri e da capital, a partir de seus estudos no regime semi-presencial, modulação e principalmente a Revisão de Estudos.

4. Certa parcela da sociedade brejossantense percebia o CEJA como uma escola que era frequentada basicamente por pessoas da terceira idade. Nos últimos anos isso vem se alterando. A que se deve essa mudança de percepção à respeito da escola?

Essa mudança vem se construindo ao longo desses oito anos devido a credibilidade que o CEJA alcançou, por conseqüência dos profissionais que nele trabalham, e que sempre manifestaram competência e compromisso na prática do processo ensino-aprendizagem. Hoje, o jovem cada vez mais vem beber na fonte do CEJA, porque sabe que aqui eles têm apóio tanto nas questões humanas como nos estudos.

5. Para finalizar, deixe uma mensagem para os alunos da escola. O que você espera deles e o que eles devem esperar do Centro de Educação de Jovens e Adultos Joaquim Gomes Basílio?

A minha mensagem é no sentido de reafirmar que acredito nessa instituição. Acredito que ela ainda trará grandes benefícios a nossa cidade e circunvizinhanças, pautada sempre na busca pela melhoria da educação e dos nosso alunos. Quero dizer aos mesmos que continuem acreditando nesse Centro de educação e acreditem muito em seus próprios sonhos, pois estamos juntos para realizá-los.

Localizando o CEJA:

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