quinta-feira, 30 de junho de 2011

Canudos: literatura de cordel e cinema juntos no CineHistória

Filme 2

Pessoal, quero agradecer a presença de todos na exibição do filme Guerra de Canudos. Este foi o filme mais longo que exibimos, e infelizmente não pôde ser assistido integralmente por todos os presentes. A despeito disso, sei que foi uma noite prazerosa e de grande oportunidade para refletirmos sobre tão significativo evento de nossa história. Vejam abaixo algumas imagens dessa noite:

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Bom, para quem não estava presente, faço questão de relatar que fizemos uma singela homenagem ao diretor Sérgio Rezende, que completou recentemente 60 anos, e que nos brinda constantemente com películas que tratam com propriedade de fatos da história do Brasil. Filmes como Zuzu Angel, Lamarca, O homem da capa preta e Salve Geral são estímulos para conhceçamos mais a nossa história.

Sérgio Rezende, diretor de Guerra de Canu

Após esse pequena fala introdutória minha, em que explanei também sobre as razões gerais para que exibíssemos Guerra de Canudos, o poeta e colaborador de nosso projeto, José Marcelino da Rocha, fez o relançamento do seu cordel Canudos: um sonho de liberdade. Zé Santana, como é mais conhecido, falou um pouco sobre o sentido político do arraial e sobre o misticismo em torno de Antônio Conselheiro. Após esses pequenas falas, iniciamos a projeção do filme.

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Pessoal, mais uma vez obrigado pela colaboração. Até a próxima!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Guerra de Canudos no CineHistória

cartaz do filme

O Projeto História e Cinema tem como tema este mês a Guerra de Canudos, um dos eventos da história brasileira que nós podemos chamar de emblemático. Canudos é o momento em que as disparidades sociais chegaram as vias de fato. E o que nasce de Canudos certamente não é um outro país, mas tristemente, a exacerbação de uma estratégia elitista de governo, é a confirmação histórica de um abismo que se acentuaria com os passar dos anos.

Conselheiro 1

Fundada por Antonio Vicente Mendes Maciel, o Antonio Conselheiro, o Arraial do Belo Monte, próximo ao rio Vaza Barris, no interior baiano, constitui-se numa experência coletivista ameaçadora para a elite dominante, uma ferida que deveria ser sumariamente extirpada, mas que inesperadamente resistiu. Seu discurso messiânico e antirepublicano reuniu no Belo Monte um contingente estiCombatentes 1mado em trinta mil pessoas, na maioria camponeses desesperançados e fatigados de serem explorados nas fazendas da região. Após incessantes batalhas, Canudos cai em novembro de 1897. Diante de seis mil combatentes bem armados, jaziam 400 ainda vivos sobre milhares de corpos, que representavam o Brasil dos derrotados, submetidos a nação dos “homens bons”. 

O filme Guerra de Canudos, dirigido por Sérgio Rezende e lançado em 1997, retrata a trajetória de Antonio Conselheiro desde o início das pregações, a arregimentação dos seguidores, a construção do arraial, e sua posterior destruição. Uma superprodução do cinema brasileiro, Guerra de Canudos contou com um orçamento que permitiu uma recriação eficiente das cenas de batalha, dando-nos uma ideia mais precisa da dimensão dos eventos.

montagem de filmes

Na ocasião, vamos fazer também o lançamento do cordel Canudos: um sonho de liberdade, do nosso colaborador Zé Santana. Essa é a segunda vez que um filme exibido no cinehistória nos dá tal oportunidade. Zé Santana, através de seus versos, reconta a trajetória de Canudos e nos proporciona também esse casamento entre Cinema e Literatura.

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Pessoal, obrigado pela presença de todos na exibição do filme Tempos Modernos. Foi uma noite inesquecível proporcionada pelo genial Charles Chaplin. Tenho convicção que ao lado das risadas quase ininterruptas, pudemos refletir a respeito da mecanização do homem no processo de produção capitalista.

Obrigado mais uma vez as professoras que trabalharam o tema em suas aulas e em especial agradeço a presença dos nossos ex-alunos Valdir Estrela, agora acadêmico de Geografia e Francisco Cruz, que visitava as nossas dependências depois de um hiato de 35 anos.

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Espero a participação de todos que viram Guerra de Canudos. Vamos discutir um pouco sobre o filme e sobre os eventos nele tratados. Fico aguardando! 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Conhecendo a História das “Nossas” Coisas

desmatamento 1

H das coisas 1

Quero nessa postagem fazer um importante registro a respeito de um trabalho que contou com a participação do CineHistória no CEJA Joaquim Gomes Basílio nesse primeiro semeste.

Durante a Quaresma, as professoras da EJA fundamental e Médio trabalharam com seus alunos o tema da Campanha da Fraternidade, que teve como tema Fraternidade e Vida no Planeta e como lema o trecho bíblico “a criação geme em dores de parto”. Pois bem, coincidentemente, nós professores do CEJA concluímos recentemente um curso sobre Mudanças Climáticas, coordenado pela Fundação Demócrito Rocha, o que possibilitou o uso de um rico material de apoio pelo corpo docente. Trabalho esse que contou com o apoio dos professores da sala de multimeios Fátima Araújo e Júnior Laurintino, que ministraram uma palestra sobre o assunto.

Bem, o tema da Campanha da Fraternidade discutiu, entre outras coisas, aAquecimento global 1quecimento global e sustentabilidade, tão necessários e urgentes. Estimuladoconsumismo 3s por esses debates, nós do Projeto História e Cinema, em parceria com a sala de multimeios e demais professores do CEJA, exibimos o curta-metragem A História das Coisas, que nos fez mergulhar contundentemente numa verdade chocante: estamos acabando com os recursos naturais.

E por quê? A resposta é: porque somos consumistas. E por que somos assim? O que nos faz tão desejosos do ato de consumir? Por que consumir nos faz sentir melhores, mais cidadãos? 

Essas foram questões debatidas durante as aulas e no momento da exibição do curta-metragem. Posterior a exibição, as professoras discutiram em sala o tema do consumismo com base no texto A liberdade e o consumo, de Cláudio de Moura e Castro, publicado em VEJA em 08 de agosto de 2001.

Sinceramente, acho estimulante as discussões do tema, pois é um problema que vai certamente nortear o destino histórico nas próximas décadas.

Aquecimento global 2

Assistam abaixo a integra do curta-metragem

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Trabalho e humanidade: ontem, hoje... e amanhã?

Neste mês trabalho escravo hoje 2de maio, o CineHistória vem discutindo o tema Trabalho e Humanidade. Dessa forma, convocamos todos vocês a visitarem o nosso blog para que possamos refletir juntos sobre questões como trabalho no mundo atual, coisificação do homem no processo fabril de produção, trabalho infantil e trabalho feminino desvalorizado. Queremos propor também um debate sobre os significados do Dia Internacional do Trabalho.

Esse dia é comemorado desde 1890. Começado na Europa, especialmente a partir dos anarquistas franceses, o movimento logo se espalhou para outros países. A ideia inicial seria a escolha de um dia de grandes manifestações, para como se numa greve geral, todos se trabalho escravo hojereunissem para reivindicar melhores salários e condições de trabalho mais dignas.

A data 1º de Maio foi oficialmente escolhida durante a Segunda Internacional Socialista, realizada em Paris, no ano de 1889. Na verdade era bem conveniente, pois já havia sido marcado para essa data uma grande manifestação nos Estados Unidos em alusão ao 1º de maio de 1886, quando 15 operários foram mortos (mais 8 seriam condenados a forca em 1877) em confronto com policiais. Devido à repercussão do caso, essa data ganhou um especial simbolismo.

Esse dia também é recheado de outras significações que fazem referências à mudança, a renovação. Nos Estados Unidos, acontece o Moving Day, o reajuste nos contratos de aluguéis. Na Europa é uma data em que se comemora o retorno do sol na primavera, marcando o fim do inverno. É o Manifestação 1886início da germinação das plantas. A idéia geral de que as coisas estavam, portanto, propícias a mudar permeia esABC Lulasa data.

Em nosso país a data começou a ser lembrada em 1892 e foi oficializada como feriado nacional a partir de 1925. O 1º de maio ganhou significado histórico importante com os movimentos operários dos metalúrgicos do ABC, onde em 1980, cerca de 100 mil pessoas se reuniram em torno do seu líder Luiz Inácio Lula da Silva, em um grande ato de manifesto contra as condições de trabalho vigentes. 

Em sua origem, esse era um dia de reivindicações, protestos, debates. Hoje ele é simplesmente um feriado. O Dia internacional do trabalho, ou do trabalhador, virou um dia de descanso. O que está por trás disso? A escravidão social pelo trabalho realmente acabou?

Como culminância dessas atividades, exibiremos o filme Tempos modernos, de Charles Chaplin.

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Trata-se do último filme mudo de Chaplin, que focaliza a vida urbana nos Estados Unidos dos anos 30. Imediatamente após a crise de 1929, quando a depressão atingiu toda a sociedade norte-americana, levando grande parte da população ao desemprego e a fome. A figura central do filme é Carlitos, o personagem clássico de Chaplin, que ao conseguir emprego numa grande indústrtempos modernos 2ia transforma-se em líder grevista. tempos modernos 3

A película focaliza a vida na sociedade industrial, caracterizada pela produção com base no sistema de linha de montagem, e especialização do trabalho. É uma crítica a modernidade e ao capitalismo, representado pelo modelo de industrialização, onde o operário é engolido pelo poder do capital e perseguido por suas idéias “subversivas”.

Contamos com vocês para darmos prosseguimento a esse debate aqui no blog.

Vejam aqui, a título de aquecimento, uma das fantásticas cenas do filme.

 

A Guerra do Vietnã no CineHistória

No último dia 29 de abril, tivemos a satisfação de exibir no nosso CineHistória o filme Platoon, dirigido por Oliver Stone. De antemão, agradeço a presença de todos.

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Como disse nos encontros preliminares com as turmas, esse filme é um divisor de águas na minha formação, pois talvez tenha sido a primeira película com uma temática histórica que tenha causado uma espécie de perturbação em mim. Quando adolescente, assistia aqueles filmes tipoPlatoon 2 exército de um homem só, como Rambo, Comando para Matar e similares, e realmente tinha uma visão bem ideologicamente estereotipada dos eventos ligados a guerra do Vietnã. Platoon me abriu a mente para um conflito que não sabia existir: o que aconteceu dentro da sociedade americana e dentro mesmo da mente dos soldados.  Platoon 3

Certamente, Platoon é um dos filmes que mais me despertaram para o uso do cinema como ferramenta pedagógica. Por isso fiquei muito feliz quando vi que ele tinha vencido a enquete que lançamos aqui no blog. 

Obrigado as professoras que trabalharam o tema em suas aulas. Até a próxima exibição!

Vejam abaixo o trailer do filme e um vídeo com a crítica de cinema Isabela Boscov falando sobre Platoon. Aliás, fica a dica para uma visita a página de VEJA, onde semanalmente somos brindados com as belíssimas resenhas das estréias de cinema da semana.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Os novos tripulantes de nossa viagem pela história através do cinema

Começo essa postagem agradecendo a todos que me ajudaram nessa primeira etapa do Projeto História & Cinema em 2011, onde fizemos a exibição de alguns vídeos produzidos sobre nosso trabalho desde 2009 e da nossa participação na feira de ciências da CREDE 20 em novembro de 2010.DSC00091

Aproveitamos a oportunidade para convidar os alunos das novas turmas do EJA Fundamental e Médio para trilharem conosco essa viagem pela história através do cinema. As turmas das professoras Ruth, DSC04461Margarida, Rita, Cláudia e Lucília compareceram ao laboratório de informática e conversaram conosco sobre o projeto, e além dos vídeos já mencionados, foi exibido também o trailer do filme Platoon, o primeiro em cartaz esse ano. Inclusive, as professoras já estão trabalhando o tema da Guerra do Vietnã em suas aulas.

Agradeço aos alunos colaboradores Tony Antonio dos Santos e José Marcelino da Rocha, que felizmente continuarão a nos ajudar nessa empreita. Não posso esquecer de expressar minha satisfação com a ajuda constante e efetiva do núcleo gestor do CEJA Joaquim Gomes Basílio, sempre atenciosos quando precisamos.  DSC00165

Pessoal, espero que esse ano possamos aprender com as discussões, com os filmes, com os textos com os quais teremos contato, mas acima de tudo, não esqueçamos que nenhuma ferramenta é capaz de produzir qualquer coisa sozinha; somos nós, seres humanos, de posse dessas ferramentas, inventadaDSC00169s por nós, que materializamos nossos desejos. O cinema é um produto da mente humana, que se converte numa ferramenta educacional se dermos a ele um direcionamento nesse sentido, se o utilizarmos para instigar questões, se fizermos corretamente as perguntas necessárias sobre o filme, se o entendermos como um retrato da sociedade que o produziu.  

Assistir a um filme na escola não pode ser igual a assistir a um filme em casa, não deve ter apenas um caráter recreativo. Ele não é mais ou menos importante que o livro, o caderno, a cadeira ou a régua. Ele é um recurso, um poderoso instrumento de reprodução de idéias, e de instigâncias. É preciso inseri-lo conscientemente no ambiente escolar.

Veja abaixo os vídeos que foram exibidos para os alunos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Cine História 2011

platoon 1  platoon 6platoon capa

Companheiros do Projeto História e Cinema, conclamo vocês para retomarmos as atividades. Neste novo ano letivo que se inicia, espero que nosso projeto amadureça e quem sabe, continue sempre trilhando novos horizontes.

O primeiro filme a ser exibido será o já aguardado Platoon. Talvez o grande momento da carreira do diretor Oliver Stone. Esse filme foi o vencedor da nossa enquete sobre o melhor filme para se trabalhar o tema da Guerra do Vietnã. Assim sendo, essa será uma Oliver Stoneexibição especial, fugindo um pouco da nossa metodologia.  Na verdade, os seguidores do blog e alunos do Projeto já sabem, esse filme iria encerrar nossas atividades em 2010, mas por problemas na rede elétrica da escola a exibição não foi possível.

Platoon foi o grande premiado do Oscar em 1987. Além do prêmio máximo de melhor filme, recebeu também a estatueta de melhor direção, montagem e som. Esse foi um dos primeiros filmes do mainstream americano a ter uma visão mais crítica, mais negativa da participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, sendo em parte, inclusive, baseado na experiância do próprnascido em quatro de julhoio Oliver Stone na Guerra. Além de tantos sucessos de público e crítica, como Wall Street, The Doors e Salvador (filmes onde também podemos explorar um conteúdo histórico), Stone produziu mais dois importantes filmes sobre a Guerra do Vietnã: Nascido em 04 de Julho e Entre o Céu e o Terra.

Bem, falemos então um pouco sobre a Guerra do Vietnã à título de aquecimento para o filme. O Vietnã, assim como a maioria das nações africanas e do sudeste asiático, esteve sob o jugo imperialista europeu. Nesse caso, mesmo após a II Guerra Mundial, o território foi reassumido pelos franceses, que no início do século XX enfrentaram rebeliões e movimentos emancipatórios. Em 1939, foi inclusive criada uma liga pela independência, o Vietminh. Esses movimentos foram interrompidos quando os japoneses invadiram a Indochina durante a Grande Guerra.

A partir de 1946, o Vietminh, liderado por Ho Chi Minh, chega a formar um estado indenpendente no norte do Vietnã. Com isso, inicia-se os conflitos entre o Vietminh e as tropas francesas. Depois de três anos de batalhas, os franceses aceitam a independência do Vietnã, mas impõe Bao Dai como imperador. O Vietminh não aceita e continua a luta pelo controle total do país. Os franceses desistem da luta em 1954, retiram-se definitivamente e num armistício, decide-se pela divisão do território vietnamíta em Vietnã do Norte, comunista e governado por Ho Chi Minh; e Vietnã do Sul, monarquia encabeçada por Bao Dai. Este é deposto em 1955 por Ngo Dinh Diem, que proclamou uma república no Vietnã do Sul.

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Forma-se no Vietnã do Sul uma guerrilha em prol da unifiação do país sob um domínio comunista, a Vietcong. Estes são apoiados pelo Vietnã do Norte. No ínterim desse conflito, entre vietcongs e militares do sul, custura-se uma solução pacífica: eleições gerais. O que deveria ser a solução, resulta em outro problema: havia uma forte tendência da vitória comunista e que incomodaria os Estados Unidos. platoon 2

Nesse ponto é importante ressaltar que esse evento precisa ser compreendido aos olhos de um contexto mais amplo: a Guerra Fria. Sem a disputa pelo controle global perpetrado pela URSS e EUA, esse conflito no sudeste asiático não teria a mesma dimensão nem tanta repercussão mundial. Pelo menos não ocorreria da maneira que se deu.

Bem, a partir da intervenção americana, que se inciou em 1961 e se intensificou em 1965 (dando apoio ao sul) a guerra ganhou proporções geopolíticas mais significativas. Extremamente violento, ela foi um divisor de águas na história dos conflitos humanos, pois foi praticamente exposta ao vivo pela TV, gerando protestos dentro dos Estados Unidos contra a participação americana na guerra.

Menina Os Estados Unidos chegaram a enviar mais de um milhão de soldados para a guerra, sendo que em seu auge chegou a ter 500 mil soldados na zona de conflito, com 46 mil mortes em decorrência dos combates. Claro que entre os vietnamitas morreram muitos mais. Devido aos fracassos na luta de guerrilha contra os vietcongos e a forte pressão da opinião pública que rejeitava a participação americana no conflito por entenderem não fazer sentido essa ação, aliado ao impacto das terríveis imagens da guerra divulgadas pela imprensa, em 1973 os Estados Unidos aceitam um cessar-fogo e em 1975 retiram-se da região. Com isso os comunistas unificam o país. tortura

Esse conflito é um campo extraordinário para quem pesquisa a relação entre cinema e História, pois muitos filmes americanos foram produzidos sobre ela, alguns com forte teor ideológico, ufanista e intencionalmente distorncendo os fatos históricos, quando não sugerindo uma realidade histórica paralela, pois a guerra do Vietnã havia terminado, mas a Guerra Fria continuava e o cinema era uma arma muito poderosa nesse jogo. Espero que esse filme possa estimular debates interessantes sobre esses temas.

tiro Em 2011, além das professoras Ruth e Margarida, que passaram a integrar o CineHistória em 2010, com as turmas do EJA fundamental; Lucília e Cláudia, professoras do EJA Médio do Centro de Educação de Jovens e Adultos Joaquim Gomes Basílio estão conosco a partir desse ano. Aumentando, portanto, o número de alunos que participarão diretamente das atividades ligadas ao projeto. Faço questão de ressaltar que continua o convite para os alunos do cursinho prevestibular, o projeto revisão de estudos, fazerem-se presentes nos dias das exibições das películas.

Bem, nosso esquema de trabalho continua. Em uma reunião com os professores colaboradores do projeto, escolhemos um tema. Esse tema será abordado em algumas aulas durante o mês e então marcaremos a culminância das atividades, com a exibição do filme. Após a exibição, propomos um debate. Continuaremos também contando com o fundamental apoio dos alunos colaboradores Zé Santana e Tony.

Pessoal, gostaria muito que esse debate que se inicia na sala de aula, continuasse aqui no blog. Acho que no final de 2010vítimas demos um grande passo nesse sentido, principalmente no tema da Consciência Negra, bastante debatido. É fundamental que após a exibição do filme, nós usemos esse blog para opiniarmos sobre seu conteúdo e sobre como podemos usar o filme na sala de aula. 

Conto com a presença dos alunos do CEJA Joaquim Gomes Basílio para a exibição de Platoon, e espero a participação de todos vocês nas demais atividades do Cine História.