quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cinema e Educação: debatendo o 11 de setembro

DSC00829

DSC00833 

Pessoal, quero de antemão agradecer a ajuda de todos durante o último mês, em que trabalhamos o tema 10 anos do 11 de setembro. Professores, núcleos gestores, secretários e alunos, enfim, obrigado a todos que contribuíram para que pudéssemos refletir sobre esse importante fato histórico. Agradeço também ao pessoal que comentou aqui no blog. Valeu! Bem, façamos então um resumo das nossas atividades em torno das projeções e debates que realizamos.

No dia 20 de setembro iniciamos nosso trabalho na Escola Afonso Tavares de Luna. Exibimos uma série de vídeos e curta-metragens abordando o 11 de setembro, incluindo os dois primeiros blocos do Jornal Nacional que foi ao ar exatamente na data dos acontecimentos. Minha idéia foi proporcionar a eles um pouco da sensação que tivemos na época, posto que são alunos do ensino fundamental e tinham pouca idade no momento dos ataques. Claro que aproveitamos para discutir  à respeito do papel da mídia na cobertura do evento naquele dia. Essa preocupação com a discussão do papel da imprensa acabou por nos fazer adiar um pouco a data dos debates, que poderiam ter acontecido na semana dos 10 anos do episódio, mas preferimos nos afastar da turbulência e aproveitarmos para conversar também sobre o tratamento dado aos atentados nas reportagens especiais vinvuladas uma década depois.

Vejam abaixo imagens do debate com os alunos do 7° ano A da Escola Afonso Tavares de Luna, Brejo Santo, CE.

DSC00807 DSC00811 DSC00796 DSC00814 DSC00815

Fiquei muito satisfeito com o nível do debate, pois são pré-adolescentes ainda. Contribuiu para isso o seguinte fato: eu havia passado para eles a programação da TV na semana em que o mundo iria lembrar os 10 anos dos ataques, e pedi para que eles assistissem, na medida do possível, alguns daqueles programas. Dessa forma, eles possuíriam um conhecimentos preliminar do evento. As opiniões variaram bastante, o que deve se repetir nos textos que eles estão escrevendo e que posteriormente publicaremos aqui no blog.

Mais uma vez realizamos um trabalho interdisciplinar. Com a ajuda da professora Lula e do professor George Lunardele, envolvemos outras áreas de conhecimento e demos uma maior dinâmica ao trabalho. Lula, durante as aulas de Português ajudou os alunos a produzir uma redação sobre os vídeos assistidos, realizando posteriormente uma oficina para socialização das opiniões. Em suas aulas de inglês traduziu com eles a letra da música Imagine, de John Lennon, que foi a trilha sonora de um dos vídeos. E estimulados por toda a discussão que foi feita, a professora desafiou os alunos a traduzirem um texto em inglês que abordava o 11 de setembro.

Fotos da oficina de Inglês (professora Lula com os alunos do 7º Ano):

DSC00851 DSC00845 DSC00847 DSC00842

Abaixo o texto que foi traduzido pelos alunos na oficina de inglês:

         The September 11 attacks (often referred to as September 11th or 9/11) were a series of coordinated suicide attacks by al-Qaeda upon the United States on September 11, 2001. On that morning, 19 al-Qaeda terrorists hijacked four commercial passenger jet airliners. The hijackers intentionally crashed two of the airliners into the Twin Towers of the World Trade Center in New York City, killing everyone on board and many others working in the buildings. Both buildings collapsed within two hours, destroying nearby buildings and damaging others. The hijackers crashed a third airliner into the Pentagon in Arlington, Virginia, just outside Washington, D.C. The fourth plane crashed into a field near Shanksville in rural Pennsylvania after some of its passengers and flight crew attempted to retake control of the plane, which the hijackers had redirected toward Washington, D.C. There were no survivors from any of the flights.

Nas aulas de arte, fiz uma contextualização do disco Imagine, e explanei um pouco sobre a importância de seu criador, John Lennon, para a música popular mundial. Ressaltei o caráter contestador do compositor e de sua obra, com ênfase em seu viés pacifista, tão significativo para nós ainda hoje. 

lennon 2 

Para finalizar as atividades no Afonso, o professor de Informática, George Lunardele, levou os alunos para o laboratório e realizou a aula de digitação, onde os estudantes digitaram sua opinião sobre os episódios do 11 de setembro. Como já falei, esses textos serão postados aqui em breve.

DSC00838 DSC00840 DSC00841

No Centro de Educações de Jovens e Adultos Joaquim Gomes Basílio, nossa sessão de cinema aconteceu três dias depois, em 23 de setembro. Novamente, contamos com a presença das professoras que trabalharam com os alunos o tema proposto. Além delas, quero mais uma vez agradecer a presença dos nossos alunos colaboradores Tony Antônio dos Santos e José Marcelino da Rocha, o poeta Zé Santana.

DSC00827

DSC00825

DSC00822

Quero ressaltar a presença dos colegas Wellen e Victor, alunos do Projeto E-jovem, sediado no CEJA, que foram responsáveis pela repaginada no blog. Gostaram do novo banner que fica acima da postagem, foi o Wellen que desehou. Valeu, pessoal!

DSC00832

Bem, chegamos ao final de mais uma etapa do nosso projeto, mas não das discussões sobre o tema. Realmente esse marco histórico ainda será muito discutido pelos historiadores, certamente aparecerão novas opiniões, quem sabe revelações que poderão reverter o rumo da “verdade”. Enquanto isso, convido a todos para continuarem essa discussão aqui no blog.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

11 de Setembro de 2001: o nascimento de uma nova era

11 de setembro 5Na manhã de 11 de setembro de 2001, mergulhamos vertiginosamente em uma catarse coletiva inédita na história. Devido ao aparato midiático inexistente em outros tempos, pudemos pela primeira vez em toda a trajetória humana, acompanharmos um marco histórico em tempo real. Quase não fez diferença onde estivéssemos naquele instante, pois o mundo dividia-se apenas entre participantes e público daquela tragédia.

11 de setembro 3

A espetacularização do fato, tão comum em tempos de imediatismo frenético (em que tudo é pop, até mesmo, ou principalmente, a desgraça alheia) depois desse dia ganhou outra conotação. O sentimento de perplexidade que nos assolava, aquela sensação estranha de tudo parecer alguma imagem cinematográfica, aos poucos foi nos conduzindo a um estado de letargia asfixiante, em que muitos, infelizmente, encontram-se até hoje. O que aconteceu exatamente ali, além das imagens transmitidas a nós? O que vimos tão brutalmente expostos pelas insaciáveis câmeras de TV nos basta?

Parecia tudo muito simples de se entender: árabes, muçulmanos e terroristas, membros de uma seita radical anti-americana, orquestrou uma espetacular operação de ataque com aviões aos dois maiores símbolos do poder no ocidente cristão-capitalista: as torres gêmeas do World Trade Center (símbolo do poder econômico) e o pentágono (centro de comando das formas armadas dos EUA). Sim, havia mais uma aeronave que se deslocava para destruir supostamente a casa de campo da presidência, ou quem sabe a Casa Branca (sede do poder executivo). Enredo pronto, roteiro finalizado sem muita complicação, as redes de TV em todo o mundo “explicavam” tudo o que se via nas imagens. Para temperar o maniqueísmo novelesco ao qual estão acostumados os telespectadores, imagens de algumas pessoas comemorando o trágico evento nos países de maioria muçulmana (em especial na palestina). Bem, assim, poderíamos saber por quem chorar e a quem odiar. Tudo como num blockbuster hollywoodiano.

11 de setembro 1

Mas o interessante é que a História não é feita assim como num script falacioso. Há sempre algo por trás dos fatos que a nossa vã ingenuidade não pode supor. Mas será que é por que não é mais fácil para nós também, telespectadores que somos, aceitarmos a imposição de uma verdade mais palatável e cômoda? Afinal, assim podemos nos sentir mais inseridos, interagindo com os fatos como se diz hoje.

11 de setembro 9

Bom, estabelecidos os culpados, o governo americano começou a retaliação. Desculpe, guerra preventiva. Entre a tomada do Iraque e deposição de Saddam Hussein até a morte de Bin Laden, muitos outros sofreram as conseqüências daquela virada na história, e muita gente ganhou também. Empresas de segurança, empreiteiras, é a reestruturação/democratização do Oriente Médio. Parece que o mundo não vê mais o antes do 11 de setembro, tudo parece só o que veio depois.

Mas os espetaculares meios de comunicação que permitira a divulgação imediata daquelas imagens aterradoras também facilitaram o ininterrupto delinear de teorias “conspiratórias” que fornecem uma explicação bem diferente daquela oficial que a grande mídia reproduz sem nenhum senso crítico. Algumas versões chegam realmente a distorcer completamente o relato tradicional, colocando o próprio governo americano como algoz do seu povo. Outros se limitam a levantar suspeitas de que os EUA sabiam da iminência dos ataques, mas não o evitaram para que pudessem imprimir a sua guerra contra o terror.

11 de setembro 4

Cada uma dessas teorias, assim como a versão oficial tem sua própria genealogia de textos, imagens, documentos, ou seja, provas do que estão dizendo. Uma simples manipulação de imagens pode levar pessoas que têm pouca formação áudio-visual a introjetar a ideologia que se queira. É preciso que todos nós tenhamos cuidado com essa manipulação.

Uma dessas teorias a que me refiro é apresentada no filme Loose Change, e é ele que escolhemos para instigarmos um debate sobre os eventos a que intitulamos 11 de Setembro. Loose Change foi concebido inicialmente para ser um filme de ficção baseado nos ataques e se tornou depois um documentário. Em Maio de 2002, Dylan Avery começou a pesquisa para o seu filme e com base na sua investigação, concluiu que o ataque terrorista não foi orquestrado e consumado por membros da Al Qaeda, (ataque este que justificou a invasão ao Afeganistão e logo em seguida ao Iraque), mas sim por membros do governo dos Estados Unidos da América.

loose changeA exibição desse filme marca também os dois anos do Projeto História & Cinema. Iniciamos nossas atividades justamente num 11 de setembro, em 2009. Faremos também uma pequena retrospectiva de nossas atividades antes da exibição. Mas de antemão, agradeço a todos os que contribuem conosco, em especial ao núcleo gestor do CEJA Joaquim Gomes Basílio e aos alunos colaboradores José Marcelino da Rocha e Tony Antônio dos Santos.

11 de setembro 7

Bem, o mundo não é mais o mesmo depois do 11 de Setembro (nem é preciso escrever o ano, a data já se encarrega de nos fazer recordar as imagens, o 11 já nos força a lembrar as duas torres). Mas qual foi o mundo que deixou de existir e que advém daquele evento? As guerras, as revoluções no mundo árabe, as fusões coorporativas, o controle das informações, as teorias conspiratórias, a exacerbação da xenofobia e dos conflitos entre o ocidente e o oriente. Todos esses são aspectos mais ou menos relacionados aos acontecimentos daquela fatídica manhã, que a arte, em especial o cinema, configura e reconstrói também sob um farto aparato ideológico. O mundo que nasce dali talvez seja o do hiperrealismo, da desilusão, da desesperança, do medo, da insegurança, do receio da instauração do caos. De uma terceira guerra mundial?

11 de setembro pentágono

Interessante essa última pergunta, pois foi juntamente como acabei sabendo sobre o ataque as gêmeas do World Trade Center. Estava lecionando, e ao final da sexta aula, por volta das treze horas, dirigia-me para casa quando encontrei um grupo de amigos que debatiam sobre os eventos, um deles disse: e aí, cara, vai começar a terceira guerra mundial! Obviamente achei que era uma brincadeira, pois não sabia o que estava acontecendo. Eles tentaram me explicar e continuei andando (estava com muita fome para piadas). – Atacaram os Estados Unidos! – Um deles ainda gritou. Mais à frente encontrei uma TV ligada em um bar, com uma pequena platéia diante dela. - Meu Deus, era verdade! Senti que o mundo como o conhecia até a noite anterior estava com os dias contados, algo iria mudar profundamente.

E a terceira guerra mundial? Talvez mesmo, o grande ponto de alteridade seja a necessidade de revermos alguns conceitos como, por exemplo, do que seja a terceira guerra mundial.

Pessoal, como curiosidade, postei aqui um vídeo mostrando a reportagem do Jornal Nacional no dia dos atentados, e claro, um trecho do filme Loose Change. Espero a participação de vocês. Comentem!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Domingo Sangrento

filme 1 filme 2 filme 3

Realizamos a primeira sessão do CineHistória na Escola Afonso Tavares de Luna. O filme escolhido foi Domingo Sangrento, do Diretor Paul Greengrass. A exibição consistiu na culminância das discussões em torno da Reforma Protestante e Contrarreforma Católica, bem como dos problemas decorrentes dos conflitos de cunho religioso na Irlanda do Norte. mapa

O Domingo Sangrento é o termo utilizado para descrever um massacre em Derry, Irlanda do Norte, no qual foram mortos 14 manifestantes e 26 ficaram feridos, ocorrido no dia 30 de janeiro de 1972, quando o 1° Batalhão do Regimento de paraquedistas do exército britânico dissolveu uma manifestação pacífica a favor dos direitos civis e contra o governo da Irlanda do Norte.

Das quatorze vitimas mortas, seis eram menores de idade, e um que foi ferido e que faleceu meses depois do incidente. Todas as vitimas estavam desarmadas e cinco delas foram alvejadas pelas costas. Os manifestantes protestavam contra a política do governo irlandês de prender sumariamente pessoas suspeitas de atos terroristas. Essa política era dirigida contra o Exército Republicano Irlandês, o IRA, uma organização clandestina que luta pela separação da Irlanda do Norte da Grã-bretanha e posterior união com a República da Irlanda.

DS 5foto dos mortos 

Após o "Domingo Sangrento", o IRA ganhou um número enorme de jovens voluntários, dando força ainda maior a esse grupo guerrilheiro. Em memória daquele dia, foi feita a canção Sunday Bloody Sunday! em 1983, pela banda irlandesa U2.

Duas investigações foram realizadas pelo Governo britânico. O Widgery Tribunal, realizada no rescaldo do evento, livrou em grande parte os soldados britânicos e as autoridades da responsabilidade, mas foi criticado por muitos como um "branqueamento" do incidente, incluindo o antigo chefe de equipe de Tony Blair, Jonathan Powell.

cartaz O filme é um exemplo perfeito do que os historiadores que pesquisam sobre a relação cinema-história chamam de filme histórico. A película não se atém a nenhum floreio ficcional, não há experimentação narrativa, nem muito menos espetacularização de nenhuma maneira. A preocupação é com o fato histórico, sua reconstituição.DS 2 Intercalando cenas que mostram um lado e outro do conflito, o espectador é direcionado desde o primeiro minuto, e quase em tempo real, a dramática situação dos que viveram in loco todo o evento. Assistir ao Domingo Sangrento, dirigido por Paul Greengrass em 2001 é realmente guardar na memória o significado contundente do ambiente político e social da Irlanda do Norte no início da década de 70. 

Durante nosso trabalho, ao longo do mês de junho contei com a colaboração dos professores Lunardele e Lula, sem os quais o Projeto História e Cinema não se efetuaria da maneira que desejo. A partir desse tema, a professora Lula, durante as aulas de Português, ajudará os alunos a produzirem os textos sobre os filmes exibidos, incluindo os comentários que serão postados aqui brevemente. Assim, o cinema será um estímulo para a elaboração e produção textual; já o professor Lunardele em suas aulas de Informática, ajudará os alunos a digitarem as suas opiniões antes da postagem no blog. Ganhamos, enfim, um caráter, interdisciplinar, como sempre desejei.

Dessa vez e sempre que o tema nos permitir, a professora Lula também nos ajudará com a disciplina Inglês. Lula trabalhou com os alunos do sétimo ano a música Sunday Bloody Sunday, do U2, que como citei acima, trata dos terríveis episódios expostos no filme. A música foi reproduzida em sala e os alunos, juntos com a professora fizeram a tradução da letra.Vejam algumas imagens desse momento. Os alunos, para minha surpresa, contaram a música ao final da apresentação do filme, junto aos créditos finais.

DSC00275 DSC00272 DSC00269

Pessoal, obrigado a todos. Nosso trabalho é coletivo. Espero contar sempre com a ajuda de vocês, até a próxima! Abaixo algumas fotos do dia da exibição do filme Domingo Sangrento:

DSC00252DSC00283DSC00286   DSC00285 DSC00297 DSC00296 

Abaixo assistam ao trailer do filme e a banda U2 executando a música Sunday Bloody Sunday (com letra em português).

 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Apresentação do Projeto História e Cinema no Afonso Tavares de Luna

DSC00322DSC00301

O nosso Projeto História e Cinema subiu mais um degrau, e com passos firmes e seguros vamos, gradativamente, concretizando nossos anseios, cumprindo a nossa agenda para esses primeiros anos. Em setembro de 2009, demos início as nossas atividades com as turmas do pré-vestibular do CEJA Joaquim Gomes Basílio. No decorrer daquele ano escolhemos filmes indicados por algumas universidade em seus guias para vestibulandos. Após a exibição dos filmes, realizávamos debates e aplicavámos simulados com questões referentes ao tema exposto no filme.

Em 2010, começamos a trabalhar com as turmas da EJA (Educação de Jovens e Adultos), para isso, contei com a colaboração muito importante das professoras Ruth e Margarida, que realizavam as discussões dos temas que precediam as exibições. A partir desse ano também fiz a escolha de dois alunos para me auxiliarem como colaboradores do CineHistória, Tony Antonio dos Santos e José Marcelino da Rocha (Zé Santana), a quem eu muito agradeço, e que ainda permanecem comigo. No final de 2010, em novembro para ser mais preciso, o projeto História e Cinema representou o CEJA na feira regional de ciências, que se mostrou uma ótima oportunidade de divulgação de nosso trabalho.

Chegamos a 2011. Ampliamos o número de salas que participam efetivamente das exibições. As turmas das professoras Cláudia e Lucília juntaram-se as turmas das professoras Ruth e Margarida nessa viagem pela história através do cinema. Cresceu, portanto, o número de alunos diretamente envolvidos com o CineHistória.

Muito bem, chegamos então ao assunto principal desta postagem. O projeto História e Cinema ganhou um novo espaço, a Escola Afonso Tavares de Luna, na zona rural de Brejo Santo. Nessa instituição escolar que abrange desde a educação infantil até o nono ano do ensino fundamental, e veiculada a secretaria municipal de educação de Brejo Santo, leciono em 2011 nas salas do 6º ano A e B e no 7º ano A no turno da manhã e realizarei as atividades do Projeto História e Cinema apenas no sétimo ano nessa primeira etapa. Prefiro seguir a experiência de sucesso no CEJA Joaquim Gomes Basílio e galgar passos lentos, para que construamos uma base sólida num primeiro momento. Aos poucos iremos ampliar o número de alunos participantes.

Bem, no Afonso Tavares de Luna, o projeto História e Cinema acontecerá de um modo um pouco diferente do CEJA, pois sou o professor titular das salas, então os filmes escolhidos não seguirão um planejamento mensal de temas, pois poderei exibir os filmes sobre os assuntos que estarei trabalhando com os livros didáticos. Após a exibição do primeiro filme, farei uma postagem registrando os passos dados até o dia da projeção e posterior debate. Por enquanto, quero apenas mencionar que cumprimos uma importante etapa no processo de desenvolvimento do CineHistória no Afonso: a apresentação do projeto para os alunos.

DSC00261

A apresentação, que gosto de chamar de convite, aconteceu no dia 30 de maio e contou com a presença da coordenadora pedagógica, a professora Adriana Florêncio dos Santos. Os alunos foram extremamente receptivos, faço questão de ressaltar. Basicamente, falamos sobre a importância do cinema como recurso pedagógico, principalmente nas aulas de História. Apresentei também vídeos mostrando os eventos do CineHistória no CEJA, fiz a apresentação do blog e de nossa comunidade no Orkut. Aproveitei a oportunidade para falar um pouco também sobre os dois primeiros filmes que iremos exibir no Afonso. Bem, acho que foi tudo bem proveitoso.

DSC00251

DSC00254

DSC00257

DSC00258

DSC00263

Na ocasião escolhemos os dois alunos que serão os colaboradores do Projeto: Andreina e Levi. Com certeza, darão conta das responsabilidades. Pessoal, até a próxima. Resta a nós agora continuarmos efetivando nossos anseios. Se vocês, leitores, alunos, professores colaboradores, enfim todos vocês, seguirem me dando forças, conseguiremos com certeza.

DSC00265

DSC00266  

Segue uma relação do quadro de funcionários do Afonso Tavares de Luna, pois sinto que todos, direta ou indiretamente são companheiros do nosso projeto.

Diretor Geral: Pedro Pereira Neto

DSC00276

Diretora Adjunta: Cícera Maria de Oliveira

Coordenadora Pedagógica: Adriana Frorencio dos Santos

Professores

Antonio Eduardo P de Sousa

Carlos André Inácio Cavalcante (Carlinhos)

Cícera Irlane Tavares

Cícera Jucielda dos Santos (Euda)

Cícera Maria dos Santos

Francisca Leite de Moura (Solange)

Francisca Leni de Figueiredo

Francisco José do Nascimento (Ygor)

George Lunardeli Silva Machado

Hadson Lima Alves (Disson)

Josemar de Medeiros Cruz

Juscilene Alves de Moura (Juci)

Leandro da Silva Muniz

Lúcia Otília do Nascimento

Luís Carlos dos Santos (Carlinhos)

Maria Alves Tavares (Lula)

Maria Lúcia Machado Silva

Maria Rosilane R Silva

Tereza Cristina dos Santos Genuíno

DSC00304

Secretárias:

Cícera Leite Sampaio

Cícero Tiburtino de Luna

Daniele Guerrilde Roberto do Nascimento

Francisca Alves de Moura (Neta)

Francisca Lucena Tavares

DSC00278

Bibliotecária

Maria Rejane de Figueiredo

DSC00134

Auxiliares de Serviços Gerais

Cícera Pereira Saraiva (Silvana)

Francisca Luci Leite de Luna

Francisca Monteiro da Silva

Maria Aparecida Ferreira de Sousa (Cida)

Maria Girlane Barros da Silva (Lane)

Maria Isaura de Sousa

Maria Socorro Salviano Medeiros

Marlene Alves de Moura (Lila)

Socorro Santos da Silva

 

Auxiliar de Nutrição:

Cícera Adelaide Salviano Medeiros

Domingas Coelhos Mendes da Silva

Francisca Alves de Moura (Neide)

Maria Gessiane da Conceição

Maria Silvana dos Santos

Maria Zizi dos Santos

DSC00279

Vigia: Francisco Adailton Landim

Porteiro: Antonio Edson da Silva

DSC00299